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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Cientistas acharam sonda em cometa

Na sombra de um penhasco de uma pedra rochosa a 700 milhões de quilômetros da Terra, um robô do tamanho de uma máquina de lavar chamado Philae passou os últimos dois anos em modo de hibernação. Nós já tínhamos perdido a esperança de achar o primeiro módulo que pousou em um cometa. Até que, aos 45 do segundo tempo, a ciência prevaleceu e conseguiu achá-lo.
No domingo, durante uma segunda volta pelo provável local em que a sonda estava descansando no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a câmera OSIRIS da espaçonave Rosetta obteve confirmação visual da sonda robótica, que estava encravada em uma fenda escura, debaixo de um penhasco.
A foto distorcida da sonda, liberada na segunda-feira pela ESA (Agência Espacial Europeia), é o resultado de uma pesquisa de dois anos que foi intensificada agora, com a aproximação da sonda Rosetta em direção ao cometa 67P, em preparação para um pouso controlado em 30 de setembro.
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“Foi uma grande adrenalina ver esta imagem no domingo à noite”, disse Laurence O’Rourke, cientista da missão Rosetta que coordenou a busca ESA pelo módulo Philae, ao Gizmodo. “Após buscar este objeto por tanto tempo na superfície e, finalmente, ter uma imagem dele com esta qualidade de detalhes, foi como um prêmio”.
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Vista da Philae no local em que ficou no penhasco Perihelion. Imagem: ESA/Rosetta/Philae/CIVA

Os desafios da busca

A busca pelo módulo Philae começou quase imediatamente após uma aterrissagem tumultuada no cometa em 12 de novembro de 2014. A sonda colidiu durante vários quilômetros durante umas duas horas, antes de ficar estabilizada em uma região rochosa. Pelas fotos tiradas pela Philae durante as horas em que estava desaparecida, antes de suas baterias terem acabado em 15 de novembro, nós sabíamos que a sonda tinha caído em um penhasco escuro apelidado de Perihelion.
O que não estava claro era se a sonda Philae continuou neste lugar, ou se ela tinha sido levada para outro lugar após alguma explosão do cometa. Em qualquer um dos casos, achar a sonda ia ser difícil, dado que a provável localização recebida era iluminada pela luz solar apenas algumas horas por dia.
No entanto, a busca começou com cientistas reunindo uma série de dados — sinais de rádio enviados da Rosetta a Philae, imagens de superfície tiradas durante a órbita da Rosetta e imagens da própria Philae — para tentar chegar a uma provável localização. Uma promissora área elíptica, chamada de Abydos (em homenagem à cidade do antigo Egito) foi rapidamente identificada, mas na verdade achar a sonda com base em voos iniciais realizados pela Rosetta (tiradas a uma altura de 20 km da superfície) mostrou-se uma tarefa quase impossível.
Outra importante pista veio quando a Philae acordou e enviou um sinal de volta à Terra. Como O’Rourke explicou, a sonda contava com dados armazenados sobre a posição do Sol de meses atrás, antes do contato com nosso planeta. “Você poderia pegar estes dados, traçá-los no céu e dizer: aqui é onde a Philae estaria se o Sol estivesse nessa posição”, disse. “Isso ajudou bastante na busca.”
A equipe de O’Rourke conseguiu reduzir o tamanho da região Abydos em apenas algumas dezenas de metros de diâmetro. Porém, apenas recentemente, a Rosetta chegou próximo o suficiente do cometa para conseguir imagens em alta resolução necessárias para achar um robô de um metrô de comprimento na superfície do cometa.
“A distância foi essencial”, disse O’Rourke. “Nós precisávamos estar a menos de 10 km para conseguirmos discernir a Philae das rochas”. Neste caso, um dos desafios era diferenciar a sonda das rochas com gelo, cujas superfícies brilhantes tinham propriedades ópticas parecidas com as dos painéis solares da Philae.
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Cometa 67P com a região Abydos circulada em vermelho. A imagem foi tirada da espaçonave Rosetta em 13 de dezembro de 2014, a uma distância de 20 km. Imagem: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA

Tirando fotos mais de perto do cometa 67P

A Rosetta fez uma série de voos de baixa altitude na região Abydos, fotografando o terreno rugoso de diferentes altitudes e iluminações durante seu curso normal. (Apenas uma vez, após a Philae enviar um sinal de vida para Terra em julho de 2015, o curso da espaçonave foi alterado para ajudar na busca da sonda). Tudo isso enquanto a iluminação continuava fraca, com o Sol migrando para o norte do cometa, em uma situação semelhante com locais da Terra em que os dias de inverno são menores pelo fato de o Sol estar “mais baixo” no céu.
Apesar da luz fraca, as evidências estavam convergindo para um local específico — no caso, no fundo do penhasco apelidado de Perihelion. Além de capturar várias imagens sobre o possível local entre maio e agosto, a equipe usou uma modelagem de superfície em 3D e busca automatizada por imagens para descobrir o paradeiro da sonda. Eles também tiveram sucesso, em diversas vezes, em combinar os sinais de rádio perdidos da Philae à linha de visão que a Rosetta estava buscando.
No entanto, a prova definitiva veio em uma imagem capturada em 2 de setembro, de uma distância de 2,7 km quando a Philae estava na escuridão do penhasco Perihelion. Mesmo com a baixa iluminação, o processamento da imagem revelou vários recursos da Philae, incluindo seu corpo de quase um metro de comprimento e duas de suas três pernas. Vários dos instrumentos de pouso também foram identificados.
“Isso foi como a resolução de um mistério”, disse O’Rourke. “Aos poucos, nós fomos conseguindo mais e mais provas. Nós estávamos convencidos de que a Philae estava naquele local antes da imagem definitiva, porém uma imagem vale por mil palavras.”
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A sonda Philae no local em que ficou parada. Imagem: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team
A descoberta trouxe mais que a catarse merecida de achar um objeto em um cometa a milhões de quilômetros da Terra. “Além da satisfação e o impacto público de ter achado a Philae e saber onde ela está, este marco nos deu novos dados do aspecto científico da missão Philae”, disse Patrick Martin, gerente da missão Rosetta da ESA, ao Gizmodo.
Durante suas 57 horas de atividade na superfície, a Philae coletou um monte de dados da complexa superfície do cometa 67P, além de nos dar uma noção sobre como são os gases voláteis e moléculas orgânicas presentes no cometa.
Finalmente, o pouso tumultuado da Philae, e a busca posterior para descobrir seu paradeiro, deu aos cientistas e engenheiros uma série de lições para ponderar ao preparar missões futuras. Da parte de O’Rourke, ele exige apenas uma coisa: que todas as sondas que forem pousar em cometas venham equipadas com LEDs emergenciais.
Foto do topo: Sonda Philae foi identificada em um penhasco em 2 de setembro. Imagem: ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team

Fonte: Gizmodo

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um novo Planeta descoberto

Novo exoplaneta descoberto. Pode ser a maior descoberta do século


No que está sendo chamada de uma das maiores descobertas astronômicas do século, cientistas do Observatório Europeu do Sul (ESO) confirmaram ontem (24 agosto) a descoberta de um exoplaneta parecido com a Terra na zona habitável de Proxima Centauri – nossa estrela vizinha mais próxima. Detalhes da descoberta da equipe foram publicados na revista  Nature
Por: Jennifer Quellete – Revista Nature
Fonte: Site http://gizmodo.uol.com.br/
Rumores de um possível exoplaneta parecido com a Terra começaram a aparecer no dia 12 de agosto na revista semanal alemã Der Spiegel. Citando uma fonte anônima de dentro da equipe de pesquisa do Observatório La Silla, no Chile, a revista dizia que o suposto planeta “podia ser parecido com Terra e orbita a uma distância de Proxima Centauri que pode permitir a existência de água líquida em sua superfície – um requisito importante para o surgimento da vida.”
Agora sabemos que esses rumores são verdadeiros: existem evidências claras de um planeta orbitando a Proxima Centauri, uma pequena anã vermelha localizada a apenas 4,25 anos-luz de distância, um pouco mais próxima da Terra do que a famosa dupla Alpha Centauri A e B. O planeta está sendo chamado de Proxima b, e a equipe do ESO diz que a sua massa é de cerca de 1,3 vezes a da Terra.
Ele orbita a 7,5 milhões de quilômetros de Proxima Centauri, apenas 5% da distância entre a Terra e o Sol. Mas a estrela dele é muito mais fria do que nosso Sol, então Proxima b fica dentro da chamada “zona habitável” para exoplanetas, com temperaturas suficientes para haver água em estado líquido na superfície.
Desde que o primeiro exoplaneta foi descoberto em 1995, astrônomos já identificaram mais de 3.000 desses corpos celestes orbitando estrelas distantes. “Vivemos em um universo repleto de planetas terrestres,” disse Pedro Amado, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia, durante uma conferência para a imprensa. Estrelas anãs vermelhas como a Proxima Centauri em particular são especuladas para abrigar diversos pequenos planetas rochosos parecidos com a Terra.
De acordo com o principal autor e coordenador do projeto Guillem Anglada-Escude, da Universidade Queen Mary, em Londres, as primeiras pistas desse novo planeta surgiram em 2013, mas não havia evidências o suficiente para confirmar a descoberta. A campanha de observação mais recente, chamada Pale Red Dot (porque a Proxima Centauri é uma anã vermelha), foi inspirada na famosa descrição de Carl Sagan de que a Terra é um “pálido ponto azul.”
A equipe de 31 cientistas de oito países diferentes usou o efeito Doppler para detectar uma oscilação fraca no espectro de luz da Proxima Centauri, que se aproximava e se afastava da Terra a cada 11,2 dias. Essa oscilação poderia ser causada pela força gravitacional de um planeta em órbita. Ao combinar dados da campanha Pale Red Dot com dados anteriores coletados entre 2000 e 2014, os astrônomos confirmaram um pico na mudança no efeito Doppler indicativo de um exoplaneta do tamanho da Terra.
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Infográfico comparando a órbita de Proxima b ao redor da anã vermelha Proxima Centauri com a mesma região do nosso sistema solar. Imagem: ESO/M. Kornmesser/G. Coleman.
A tecnologia para detectar Proxima b existe há pelo menos dez anos, então por que demorou tanto para astrônomos descobrirem esse planeta? É porque Proxima Centauri está bem ativa, e seu brilho natural pode imitar o sinal de um possível planeta. A equipe usou observações de outros dois telescópios para mapear como o brilho da estrela mudava com o passar do tempo, permitindo a eles excluir a possibilidade de um falso positivo. Há apenas 1 em 10 milhões de chances de que o sinal seja um falso positivo, segundo Anglada-Escude.
Não está claro se esse novo exoplaneta tem uma atmosfera. Como Proxima Centauri é uma estrela bastante ativa, Proxima b sofre de fluxos de raio-X aproximadamente 400 vezes maiores do que os que recebemos aqui na Terra, e isso pode fazer qualquer atmosfera desaparecer.
Mas Ansgar Reiner, da Universidade de Gottingen, na Alemanha, diz que isso depende de como e quando o planeta foi formado. Ele foi formado distante, com água presente, e então migrou para perto da sua estrela, ou ele se formou já perto de Proxima Centauri? O segundo cenário tornaria mais possível a existência de uma atmosfera.
“Existem muitos modelos e simulações que produzem resultados diferentes, incluindo possíveis atmosfera e água,” disse Reiners. “Não temos ideia, mas a existência [de uma atmosfera] é certamente possível.” Isso cairia bem para a possibilidade do planeta abrigar vida. E a proximidade relativa ao nosso sistema solar facilita a exploração robótica que pode ser viável dentro de uma geração.
“A vida de Proxima é de muitos trilhões de anos, quase mil vezes maior do que a vida restante do nosso Sol,” disse Abraham “Avi” Loeb, da Universidade de Harvard, que tem uma cadeira no conselho da iniciativa espacial Breakthrough Starshot do bilionário russo Yuri Milner, ao Gizmodo. “Um planeta rochoso habitável ao redor de Proxima seria a localização mais natural para onde nossa civilização poderia aspirar uma mudança depois da morte do Sol, daqui a cinco bilhões de anos.”
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Renderização artística da superfície de Proxima b. Imagem: ESO/M. Kornmesser
Anunciada em abril, a iniciativa Breakthrough Starshot é um programa de pesquisa e engenharia de US$ 100 milhões que visa preparar a base para as futuras viagens interestelares. O primeiro passo envolve a construção de “nanonaves” movidas a luz que podem viajar a até 20% da velocidade da luz. Tais espaçonaves conseguiriam chegar ao sistema estelar Alpha Centauri em cerca de 20 anos após o lançamento. Atualmente, os cientistas do projeto tentam demonstrar a viabilidade de usar feixes de laser potentes para impulsionar uma vela leve.
De acordo com Loeb, a descoberta de um planeta potencialmente habitável ao redor de Proxima Centauri oferece um excelente alvo para uma missão de reconhecimento. “Uma espaçonave equipada com uma câmera e vários filtros pode tirar fotos coloridas do planeta e verificar se ele é verde (abrigando a vida como conhecemos), azul (com oceanos de água na superfície), ou apenas marrom (com rochas secas),” disse ao Gizmodo. “A curiosidade em saber mais do planeta – mais importante de tudo, se ele abriga vida – vai dar à Iniciativa Starshot um senso de urgência na busca por mais fatos sobre o planeta, especialmente aqueles que não podem ser conferidos com os telescópios existentes na Terra.”
“Nós certamente esperamos que dentro de uma geração, lancemos essas sondas,” disse Peter Warden, do Breakthrough Prize Foundation, durante o anúncio – talvez até 2060. “Sabemos que há ao menos um alvo bastante interessante dentro do nosso sistema proposta. Podemos conseguir as imagens para saber se há vida lá, talvez até vida avançada. Essas são as grandes questões, e eu acho que elas serão respondidas ainda neste século.”
Foto de abertura: Conceito artístico do planeta Proxima b orbitando a estrela Proxima Centauri. Imagem: ESO/M. Kornmesser.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ray Conniff